
Suponho que saibas que é a tua falta que mais me marca neste instante, que é a tua ausência que mais me mata nestes segundos, que é a tua presença que eu mais preciso a cada milésima de segundo. Acredita em mim quando te digo, com todo o que sou, que te amo mais que a nada, que preciso imensamente de ti, que preciso do teu olhar, do teu apoio, da tua imensidão mesmo junto à minha. Não hesites em perguntar se tiveres dúvidas, que eu terei todo o gosto de te mostrar como este amor por ti é enorme; como este amor por ti não vê limites nem fronteiras, como este amor por ti é sincero, é real e imortal, ao mesmo tempo, que não desvanece, não se deixa levar pelo vento, pelo tempo, pela distância, mas enaltece a tua mais pequena característica nesse sorriso, nesse olhar, nessa mão que segura a minha. Já lá vão os dias, as horas, os minutos e segundos passados contigo, já nem se podem contar pelos dedos cada momento, cada memória que guardo no lugar do coração, cada sorriso esboçado ou cada gargalhada esboçada em plena luz do sol. Cada lágrima caída de tanto rir, cada lágrima caída de tanta dor que acabou sempre por me mostrar que se me doía (se te doía) era porque te amava de verdade, porque precisava de ti de verdade, porque te merecia, de verdade. É claro que às vezes penso que merecias alguém melhor que eu, mas só de pensar nessa absurda ideia, só de pensar que pode vir alguém e tirar-me o que me mantém viva, só de pensar essas barbaridades, o meu coração bate mil milhões de vezes por minuto! Se te tirarem de mim seria como se me desligassem da minha máquina de sobrevivência. Se te levassem de mim, seria como se me roubassem a última gota de sangue do meu corpo, se te levassem de mim seria como se me arrancassem o coração do peito sem qualquer anestesia, como se rasgassem a minha pele com os dedos ásperos e grossos e perfurassem o meu peito com as duas mãos amargas, arrancando, com todas as forças, este coração que aprendeu a viver por ti, que aprendeu a criar as forças, as ligações para me manter viva apenas com as letras do teu nome, que aprendeu a bater consoante as batidas do teu. Às vezes pensava na forma como seria a minha vida se nunca mais pudesse ter o teu toque, se nunca mais pudesse sentir o teu abraço, se nunca mais te pudesse ter ao meu lado, a segurar-me a mão e a levar-me até onde tu quisesses. Pensava, também, como ficariam os meus ouvidos sem as minhas canções, sem as minhas melodias únicas, sem o meu timbre preferido e meu, só meu. Imaginava cada segundo na solidão, só de pensar em, algum dia, vir a perder-te. Era capaz de me ajoelhar perante ti, jurar-te, de mãos bem juntas, que, para onde quer que eu vá, (ou tu vás) te levarei sempre no meu peito e que jamais me afastarei de ti. Jurar-te-ei que irei permanecer todos os anos que viver na Terra (e todos os outros que passarei noutra dimensão) sempre ao Teu lado, a acompanhar-te em seja qual for o caminho, a abraçar-te quando precisares dum abraço de conforto ou de alegria, a alegrar-te sempre que precisares, a secar-te as lágrimas sempre que elas caírem por uma ou outra razão. Prometo-te que estarei sempre lá, que estarei quando receberes qualquer diploma, quando realizares os teus sonhos, quando estiveres pronta para caminhar para o altar, quando tiveres os teus filhos, quando estiveres triste, quando estiveres feliz, quando estiveres, simplesmente, sem nada para fazer. Prometo-te que, cedo ou tarde, estarei sempre lá, que mesmo que me atrase, será a tua imagem que levarei em pensamento e para onde quer que eu vá, as tuas iniciais já levo gravadas neste lado esquerdo e, futuramente, terei algo teu e meu gravado na minha pele. És a Melhor Amiga, és a conselheira, o abrigo, o apoio. És a Minha Metade, a Minha Mais que Tudo, a Minha Vida e cada pormenor que a vida me aprontar, serás Tu a primeira a saber. Mesmo que o dia nem chegue ao seu fim, mesmo que as 24 horas continuem a rodar sem que o sol nasça no dia seguinte, eu estarei sempre lá.
MM.
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